Harry Potter e Religião, apenas um exemplo dentro da indústria cultural.

No Brasil cerca de cinco milhões de pessoas já assistiram Harry Potter, falando apenas do primeiro filme – “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

Uma pesquisa feita no ano de 2010 no Rio de Janeiro e em São Paulo constatou que 69% das meninas, 67% dos meninos, 55% das mulheres e 39% dos homens que assistiram ao filme nos cinemas, posteriormente tinham a intenção de alugar o filme em VHS ou DVD. Esses dados deixam claro que Harry Potter realmente agradou e gerou curiosidade perante a massa.

A indústria cinematográfica é responsável pela arrecadação de milhões em todo o mundo. A todo tempo filmes e mais filmes são lançados e comercializados com um único objetivo – o faturamento e as novas oportunidades de mercado a partir de cada obra.

Cada grande sucesso do cinema hollywoodiano além de ter gerado milhares de milhões de dólares trouxe também tendências e oportunidades mercadológicas, fazendo com que o filme em si seja apenas o inicio de uma série de transações comerciais que tem como objetivo promover ainda mais o consumo. O poder do cinema é tão grande que graças a ele filmes tornam-se parte da cultura humana, de um modo geral, através de cenas, bordões ou trilhas sonoras que entram para a história.

De um modo geral a indústria cultural não se preocupa com o que está sendo exposto, quer seja bom quer seja ruim e se vão ou não de encontro com valores arraigados na civilização. Contanto que exista uma demanda para o seu produto, valores e preceitos são deixados de lado em prol do comércio, pois o que realmente a interessa são as negociações. O filme nada mais é do que um produto, algo meramente comercial, cujas preocupações não estão em acrescentar valor ao ramo artístico da sociedade e sim ao capitalismo. Analisando por esse prisma, o cinema pode se tornar algo extremamente perigoso em relação aos valores morais e religiosos de qualquer meio social. Uma vez que ele é bem aceito e imensamente consumido a preocupação deveria ser – Que tipo de opinião estamos formando?

Em sua obra A indústria cultural – O Iluminismo Como Mistificação de Massas Horkheimer e Adorno (2000) dizem que a indústria cultural atesta a unidade em formação da política e que as distinções entre filmes de classe A e B, ou entre histórias, não são tão infundados na realidade, na verdade servem para classificar o consumidor como um só e por fim padronizá-lo. Adorno quer nos dizer que na verdade não existe diferença entre o que é oferecido a um público A e um público B. Uma massa padronizada. Ou seja, não importa o que está sendo veiculado, contanto que se venda.

Dentro da indústria cultural, o cinema em si não oferece ao consumidor a oportunidade de classificar ou julgar o que é ruim e reter somente o que for bom, não! Independente de como a obra é apresentada, querendo ou não, todos são afetados, direta e indiretamente, por tudo aquilo que a indústria quis que fossem. A percepção do que é mais relevante pode variar, de acordo com cada um, porém não muda o fato do filme ser apresentado como um todo e não somente como algo contendo partes relevantes.

Partes do Projeto de iniciação cientifica, desenvolvido no segundo semestre de 2011. Ivan Rezende

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